Lendo o Livro&café, eu percebi que uma das colunas do blog podia me ajudar na minha primeira resolução de ano novo. Organizar minhas leituras e sintetizar as coisas que eu leio. Basicamente a coluna é uma forma de documentar os sentimentos e experiências com aquela leitura.
A Irmandade da Uva foi um presente da minha querida amiga Ana Letícia, que escolheu o título com base no que eu gosto de ler e no momento que eu estou vivendo. Confesso que eu não conhecia o autor, por isso ele é ótimo para essa nova coluna, já que não há nenhuma expectativa e preconceito.
O livro, A Irmandade da Uva, é uma das últimas novelas escritas e concluídas pelos autor, antes de sua morte. Provavelmente, foi o último livro escrito por ele mesmo, diferente de Sonhos de Bunker Hill, obra datilografada por sua esposa Joyce Fante, já que John Fante acabou perdendo a visão devido a complicações de sua diabetes em 1978.
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Para aqueles como eu, que estavam com a cabeça enterrada como um avestruz, John Fante era considerado por Charles Bukowski uma inspiração. Para o autor de Mulheres, John seria um dos percursores dos Beatniks.
Pergunte ao Pó, seu livro de maior destaque, foi adaptado para o cinema com grandes nomes como Collin Farrel e Salma Hayek. E fez o livro homônimo vender mais do que no ano em que foi lançado em 1933.
Conheça A Irmandade da Uva de John Fante
A sinopse do livro segue abaixo, assim vocês entendem um pouco do que me aguarda em 224 páginas, lançadas em 1977
Em “A irmandade da uva”, John Fante faz um recorte de um mês na vida do escritor Henry Molise, que recebe a notícia de que depois de 51 anos de casados, seus pais vão se divorciar. A Henry cabe a missão de contornar a crise e dialogar com seu pai, Nick Molise, de 75 anos, alcoólatra, jogador compulsivo, péssimo marido e um sujeito de mal com a vida. Henry acaba se vendo diante do desafio de atender à convocação de Nick para realizar seu último desejo: provar que ainda é o pedreiro da região e a apoiá-lo, juntamente com uma turma de veteranos unida pelo hábito de jogar cartas e beber um vinho famoso na cidade, o Ângelo Musso. A experiência do retorno e da viagem com o pai aproxima o narrador dos fantasmas do passado e, nessa convivência intensa, os dois finalmente começam a se entender.
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Muitas pessoas dirão que John Fante era melhor roteirista do que autor, que se não fosse Bukowski declarar sua admiração, seus livros nunca teriam chegado ao estrelato, outros dizem que o responsável pela descoberta de John Fante foi o editor de poesias do Los Angeles Times, Ben Pleasants. Bem, essa é uma resposta que eu não tenho, e não estou disposta a procurar, a bem da verdade, talvez, se eu não ganhasse esse livro meu caminho nunca cruzasse com o de Fante.
Entretanto, já que estamos aqui, frente um do outro, vamos ver se nos damos bem.