NOVAS ESPECIES #1: FURY | LAURANN DOHNER | THEREVIEWBOOKS.COM.BR
Resenhas

Novas Espécies #1: Fury » Laurann Dohner

Eu nem sei por onde começar a escrever essa resenha de Fury, da Laurann Dohner. A publicação é uma ficção científica erótica que chegou ao Brasil pela Editora Universo dos Livros, que acabou cancelando a série depois de publicar os 3 primeiros livros e não obter tantas vendas como era esperado.

Na época, em 2017, eu como muitas fãs ficamos arrasadas. Esses 3 títulos não são nem um terço da série que conta com 14 livros. Mas agora, depois de uma recém releitura e daquela pesquisa básica para escrever essa resenha, eu vejo alguns fatores que contribuíram para essa baixa procura.

Pesquisando para essa resenha eu descobri algo chocante, a autora sofreu um derrame em dezembro de 2013 e acabou se esquecendo de todos os planos que ela tinha para a saga.

O que explica o fato de a série não ter tido um fim ainda, na época do auge da NE, me lembro que tínhamos uns 2 ou 3 livros por ano. De lá para cá outra coisa aconteceu, a Ellora’s Cave2 que era quem editava e lançava os livros na época acabou fechando.

Descubra: A Amazon é responsável pelo fiasco da Ellora’s Cave?

Ou seja, foram muitas desventuras para a série e que deixou os fãs meio desanimados. Aqui no Brasil, a história foi um pouco além. Eu, como muitas meninas que consumiu essa série no auge, fez isso através de tradução de fãs.

Quando a Universo dos Livros trouxe a série pro Brasil em 2015, praticamente todos os livros estavam lançados e eu por exemplo já tinha lido todos. Isso me inibiu de comprar as cópias físicas? Não, eu tenho todos os 3 aqui e posso ouvi-los clamar pelos demais rs

Mas o fato da série ser gigante, de não ter tido o devido marketing e de ser um gênero quase inédito no Brasil, eu acho que contribuiu bastante para a baixa de vendas da série. Bem, espero que a editora reconsidere, que a Laurann volte a escrever sobre os Novas Espécies e sem mais delongas – que foram muitas – vamos ao que interessa: Fury.

Ellie é uma enfermeira que acabou de descobrir que a empresa farmacêutica em que ela trabalha é autora de experimentos ilegais com cobaias humanas geneticamente modificadas. Em uma empreitada arriscada, ela aceita ser a espiã para reunir provas para desmascarar esse absurdo.

Descubra: Conheça outros títulos de romance erótico.

Com seu novo cargo, Ellie tem acesso ao subsolo das Indústrias Mercile e lá ela vê de perto tudo que o capitalismo é capaz de produzir em nome do progresso. Cientistas misturaram DNA humano e animal para criar seres humanos mais fortes e desenvolvidos.

É durante seu tempo como espiã que ela conhece a cobaia 416. Um macho enorme que sempre chamou sua atenção e que sempre a tratou diferente dos outros médicos e assistentes. Por mais que as cobaias fossem “violentas”, Ellie sempre se certificou de as tratar bem e recebia um bom tratamento de volta.

Em seu último dia na Mercile, com todas as provas que precisava, Ellie se vê entre ter que correr contra o tempo e salvar a vida de 416. Depois de uma jogada que há deixa ruim com 416, mas tranquila para sair do laboratório com as provas, Ellie vai para casa e é a peça chave para libertação de todas as cobaias.

A história realmente começa um tempo depois. Ellie é a supervisora do dormitório feminino na nova casa dos Novas Espécies, Homeland. Ela faz parte da equipe humana que dá apoio ao recém libertados até eles terem autonomia o suficiente para controlar seu próprio território.

Descubra: Irmandade da Adaga Negra, uma das maiores séries de romance paranormal ainda em andamento.

Mas nem tudo são flores na vida da enfermeira. Ellie é ignorada pelas moradoras do dormitório e para melhorar, está sendo perseguida pelo objeto dos seus sonhos. Quando estouraram a Mercile, Ellie nunca soube se 416 tinha sobrevivido ou não.

Porém, ele não só sobreviveu, como agora se chama Fury é o segundo no comando dos Novas Espécies e está empenhado em se vingar do último dia que a viu na Mercile.

Nesse ponto em diante do livro as coisas começam a ficar um pouco muito nebulosas. São problemas atrás de problemas que normalmente não se justificam. Sim, depois de mais ou menos 5 anos que eu li essa série e esse livro, eu consigo ser crítica.

Quando eu comecei a ler, nos fóruns e grupos que eu frequentava só se falava de Laurann e Fury e Novas Espécies e muito desse furor foi responsável pela minha paixão pelo livro e pela série. Continuo amando, mas tenho alguns paraceres que na época, ou na primeira vez que reli, eu não tinha.

Descubra: Compre os lançamentos selecionados com 15% de desconto com o cupom LANCAMENTO15

Tá bem que como tudo que é diferente, gera sempre um grupo contrário. Mas vamos lá, Homeland é uma base militar recém implantada que foi dada aos Novas Espécies, ela foi reformada para assegurar a seguranças dos Novas Espécies, mas é invadida três vezes no mesmo livro.

A primeira vez um grupo consegue entrar com carros, armas e atacar o dormitório que a Ellie cuida. Eu entendo que era necessário ter um ponto de tensão para mudar a dinâmica do casal e aproximar Fury de Ellie que estavam num te amo e te odeio sem fim.

A segunda vez, já com o casal junto é um tiroteio durante uma coletiva. MANO! Pelo amor de Deus, é muito forçado esse ataque, mas eu ainda consigo engolir ele, mas o terceiro.

Quando Fury salva Ellie no tiroteio e acaba sendo atingido, ele ganha uma enfermeira para cuidar dele, como imposição para ele sair mais cedo do hospital. Mas… MAS… Não é Ellie que é usada para cuidar dele, não é nenhum dos auxiliares da médica da NE, que já apareceram no livro, é alguém ALEATÓRIO que é jogado ali só para causar mais um ponto de tensão, já que a mulher quer tomar o lugar de Ellie como namorada de Fury.

Não tem como reclamar disso sem dar um spoiler, mas contando que os livros tem anos de lançado, vocês me perdoam não é mesmo?

Durante o livro todo, um ponto é recorrente: como os Novas Espécies tem um bom faro.

Mas ninguém, conseguiu pegar o cheiro da enfermeira para descobrir que ela é uma agente infiltrada da Mercile que tá ali só para disseminar o caos. Eu odiei isso.

Fury então, na minha opinião é um livro legal que peca pelo excesso. São pontos de tensão demais, são cenas de sexo demais, mas fazendo uma leitura dinâmica de uma parte ou outra, como só uma releitura permite, esse livro me levou para aquele mesmo lugarzinho lá em 2013/2014.

Então meu último parecer sobre Fury é esse, de um livro no meio do caminho, nem bom e nem ruim. A tradução ficou por conta da Flora Manzine e está muito boa. O que pode ser traduzido está e o que precisa permanecer em inglês também ficou, gostei desse respeito com a história, e em comparação com IAN da mesma Editora, eles foram bem mais fidedignos com o original.

Publicitária carioca, 27 anos, apaixonada por histórias de suspense e romances policiais. Autora "aposentada" de fanfics, esteve a frente do extinto site de fanfics interativas Dream Store Fanfictions, desde a sua criação em 2007. Nutrindo desde aquela época, uma vontade de ajudar autores iniciantes a escrever melhor e alcançar seus objetivos. No The Review Books é responsável pela série "Escrevendo um Bestseller" e pela identidade visual do site e redes sociais.