Resenhas

Entrevista #1: Leisa Rayven (Parte I)

Tivemos o prazer de entrevistar a Leisa Rayven, obrigada Leisa de verdade, para o blog e decidimos trazer a entrevista num super especial que ainda envolve um Podcast e um super sorteio de um exemplar de Meu Romeu autografado.

Como uma boa escritora, a Leisa não poupou palavras para responder as nossas perguntas, que abordaram o processo criativo dela, os livros lançados e até os que estão por vir. São 13 perguntas, que vamos separar em 3 posts:

Entrevista #1: Leisa Rayven (Parte I)
Entrevista #1: Leisa Rayven (Parte II)
Entrevista #1: Leisa Rayven (Parte III)

1) Quando você se tornou escritora e quais suas inspirações/O que te inspira?

Eu sempre amei escrever desde criança e, durante minha faculdade (teatro), escrevi algumas peças. Mas foi enquanto vivia no exterior, morando com meu marido na Itália, que tive uma vontade súbita e irreprimível de escrever um romance. Então, quando eu voltei para a Austrália seis meses depois, comecei a escrever quatro romances e não consegui mais parar. Escrevi alguns livros (não publicados) antes de ter a ideia de Meu Romeu”/”Minha Julieta. Na verdade, eu nunca pretendi publicar os livros. Eu escrevia, porque o processo era relaxante, e também porque uma vez que eu comecei a contar a história de Ethan e Cassie, eles não me deixariam em paz até que eu terminasse.

Depois que publiquei um rascunho online, um grande número de pessoas me pediu para tentar publicar a estória. (Um conceito aterrorizante, mas achei que não tinha nada a perder. Exceto minha dignidade.)

Por sorte, consegui um agente muito rapidamente logo após eu começar a buscar por um, e alguns meses depois assinei contrato de publicação de três livros com a Macmillan New York. Todo o processo foi absolutamente insano. (E maravilhoso.) Agora, estou no meio de escrever meu sexto livro e viver o melhor momento da minha vida. Minha inspiração para escrever livros de Starcrossed foi meu amor por Shakespeare e minha antipatia por alguns de seus personagens. *cof * Romeu! *cof*

DESCUBRA: Resenha de Meu Romeu, primeiro livro da série Starcrossed.

Para Meu Romeu e Minha Julieta, recorri a muitas das minhas próprias experiências na escola de teatro e tentei tecer uma visão moderna sobre Starcrossed. Eu queria um “Romeu” que não se apaixonasse do nada sem reconhecer o quanto os relacionamentos fracassados o prejudicaram. Eu achei intensamente fascinante o conceito de um Romeo tão atormentado por questões de intimidade e insegurança que ele correria um milhão de milhas de sua alma gêmea. Então essa é realmente a motivação para a história de Ethan e Cassie.

Em Coração Perverso, Elissa e Liam enfrentam seus próprios desafios Starcrossed. Às vezes, o destino não o coloca no mesmo lugar que sua alma gêmea, e você precisa decidir exatamente o que vai sacrificar para estar com essa pessoa; ou se o sacrifício é demais.

Mr. Romance foi inspirado pelo meu amor por todas as coisas românticas. Eu queria escrever um herói que fosse mais do que sexo. Eu queria que ele fosse o maior namorado de livros românticos, capaz de ser a fantasia de qualquer um.

Professor Feelgood é mais sobre encontrar o seu eu autêntico. Classificando as expectativas que a sociedade, a família e os amigos têm para nós e seguindo seus instintos em direção à felicidade.

2) processo criativo funciona?

É um pouco diferente para cada livro.
Com Mr. Romance, eu sabia que queria fazer um livro que homenageasse todos romances mais amados, então foi assim que eu cheguei a Max Riley. Eu queria que ele fosse um namorado de aluguel que pudesse fazer fantasias românticas ganharem vida, mas eu não queria que ele se prostituísse, portanto, nenhum sexo com clientes era permitido. Esse foi realmente o ponto de partida para toda a história. Quando essa ideia veio a minha mente, tive que descobrir por que um homem entraria nesse negócio. O que ele tira disso? Isso apenas o satisfaria financeiramente? Ou ele também haveria alguma satisfação pessoal?

Depois que eu respondi a todas essas perguntas e tive uma visão abrangente de quem Max era, eu tentei encontrar o par perfeito dele. Claro, seria alguém que não caísse a seus pés como a maioria das mulheres. Teria que ser alguém forte, inteligente, espirituosa. E assim, Eden Tate nasceu.

DESCUBRA: Resenha de Minha Julieta, continuação da série Starcrossed.

Assim que tenho uma ideia de como é a dinâmica do casal principal, eu consigo definir quem mais estará ao seu redor deles. Seus amigos e familiares. Eu sabia que Eden seria próxima a sua irmã. Ela teria uma avó peculiar e adorável. Ela teria uma melhor amiga que fosse sua parceira no crime.

Quando eu tenho todos esses elementos, faço um esboço básico da história e começo a escrever. Muitas vezes, novas coisas surgem no decorrer do livro que exigem uma correção do curso para o meu esboço original – eu ainda estou aprendendo a ouvir o meu instinto quando ele me diz para ir em uma direção diferente. Para Mr. Romance, fiquei “bloqueada” logo antes do final do livro, porque estava ficando grande: de acordo com o meu esboço, ainda tinha cerca de quatro capítulos para dar aos personagens o seu último suspiro. E isso me deixou “presa” por semanas, porque eu não conseguia descobrir como chegar no desfecho que estava buscando sem adicionar outras 50.000 palavras.

Então, percebi que o final que eu originalmente tinha em mente não era o final que o livro precisava. Uma vez que eu descobri isso, foi fácil dar a Max e Eden seus felizes para sempre.

É claro que o primeiro esboço é apenas o começo do processo e, como em todos os meus livros, eu editei Mr. Romance, pelo menos, quatro vezes antes de publicar.

Eu sempre vejo o primeiro rascunho como entrar em uma cozinha e jogar ovos, farinha, leite e açúcar nas paredes. O processo de edição está raspando as paredes, colocando a bagunça em uma tigela e tentando fazer um bolo decente.

3) Meu Romeu foi seu primeiro livro publicado no Brasil. Qual foi a sua expectativa ao quando foi publicado no Brasil e como você fica ao saber que várias pessoas em diferentes países estão lendo suas histórias?

Todos os dias eu fico em choque quando penso que os meus livros estão sendo lidos em todo o mundo. Acho que a última contagem, era que meus livros estavam traduzidos em cerca de 13 idiomas diferentes. Mas meus fãs mais apaixonados são de longe meus leitores brasileiros. Desde o início, a devoção dos fãs brasileiros aos personagens foi surpreendente.

Mas eu acho que realmente só entendi a profundidade da paixão de vocês quando fui na Bienal ano passado.
Que experiência surpreendenete que foi! Eu nunca fui recebida tão tão calorosamente em toda a minha vida; nunca fui abraçada tão forte ou tratada com mais gentileza. Foi uma experiência marcante, e sou eternamente grata por ter uma editora incrivelmente talentosa como a Globo Alt, que tem sido tão incrivelmente parceira e fiel em trazer minhas palavras para os leitores brasileiros. Eu sou incrivelmente abençoada por ter leitores brasileiros. Que pessoas emocionantes e incríveis que vocês são

4) É possível afirmar que, dada a sua experiência no teatro e tudo que você estudou, escrever Starcrossed estava em sua zona de conforto, enquanto Mr. Romance foi, assim, um desafio?

Eu certamente tinha uma tonelada de bagagem para a série Starcrossed, considerando que tudo estava alinhado com o mundo do teatro. (Para ser honesta, eu ainda tenho tantas histórias de vivências pessoais sobre atores e atrizes malucos, que eu provavelmente poderia escrever outros três livros com todas elas. Talvez um dia eu vá. 😉 )

No entanto, eu ainda fiquei muito confortável ao escrever Mr. Romance, porque eu trabalhei na TV por um tempo, e tenho amigos íntimos que são jornalistas. Assim, o mundo da mídia de massa é algo em que tenho conhecimento e contato. Eu acho que meu maior desafio seria escrever um “romance esportivo”. Eu e os esportes não nos misturamos, lol! Se eu tivesse que escrever um jogador de futebol sexy ou jogador de hóquei, eu seria “Ummm, okay” e, em seguida, o Google como tudo funciona.

DESCUBRA: Saiba tudo sobre a série Starcrossed na página Leisa Rayven Meu Romeu BR

Em Mr. Romance, Eden resume minha atitude para esportes quando ela está lendo um jornal para sua avó: “Caras grandes jogaram contra caras grandes em esportes envolvendo bolas. Como eu sei que isso te entedia, vou resumir dizendo que alguém perdeu, alguém ganhou e várias pessoas ficaram felizes ou tristes por causa disso.”

Entãooo… eu duvido que você vá ler qualquer livro de esportes escrito por mim no futuro. 😉


Fique de Olho para não perder a parte 2 e a parte 3 da entrevista. Ainda tem muita coisa interessante sobre a Leisa para descobrir.